O nome parece estranho? Claro, depois que Eddie Murphy fez filmes completamente imbecis como o Professor Aloprado 1 e 2 e recentemente Norbit, onde o filho da puta faz duzentos e quinze papéis que só concorrem entre si no nível de idiotice (tanto assim que é o favorito disparada para a Framboesa de Ouro), todos esqueceram quem era Axle Foley.

Vou facilitar… quem não lembra do filme Um Tira da Pesada. Confesso que as sequências são meia-boca pra caralho, mas o filme original é ótimo. Murphy ainda tem cara de fugitivo da Febem e o roteiro do filme até que é bem razoável.

Tira da Pesada

Um Tira da Pesada dá a Eddie Murphy o direito de figurar como Ídolo da Sessão da Tarde de hoje, para que se possa lembrar de uma época em que o ator era mais engraçado, mais talentoso, mais desconhecido e até mesmo mais negro (foi mal, não dava pra dizer “afro-brasileiro” aqui. O cara é americano) do que atualmente.

Mais uma vez estou aqui. O arauto dos consumidores revoltados, o defensor dos que ficam putos com o atendimento de qualquer loja atual e, na ocasião abaixo relatada ao SAC do Extra Hipermercados, o filho da puta que queria cervejas geladas e teve que fazer o diabo para consegui-las: 

Estive ontem à noite no Extra da Brigadeiro Luís Antônio. Ia visitar uns amigos e queria comprar algumas cervejas geladas para o pessoal.

Simples. Bastaria eu ir até o fundo da loja e virar à direita, chegando ao freezer da Original. Que freezer? Em seu lugar, encontrei um dos super-comunicativos funcionários do Extra.

Perguntei onde estava o freezer. O cérebro dele processou uns 20 segundos depois e veio a surpreendente resposta: “não fica mais aqui, senhor”. Isso eu sei porra, estou vendo!

Calmo, perguntei onde ficavam as cervejas geladas e novamente a resposta foi “não tem”. Ao prestar alguma atenção em suas últimas palavras, pude ouvir algo referente a uma ‘tendinha’.

Voltei à entrada do supermercado e perguntei para um funcionário aparentemente “mais gabaritado”. Ele deu alguma luz e apontou uma tenda no estacionamento do supermercado.

Nossa, “Extra Verão”. Ótima idéia, mas não passou pela cabeça dos geniais publicitários e marketeiros do Extra que chove durante o verão? Bem, me encharquei para chegar na merda da tenda e tive uma pequena visão do inferno.

O Extra, um dos maiores supermercados do país, montou uma tenda para que ficasse mais parecido com um bazar de cidade do interior nordestino. Senti-me num pau-de-arara.

A única caixa presente no recinto repleto de poças d’água parecia mais preocupada em conversar com o motoboy ao seu lado do que em atender clientes.

Peguei as garrafas e fui até o caixa. Passei os produtos e paguei. Perguntei inocentemente então: “bem, se eu quiser comprar mais algum produto tenho que voltar para dentro da loja e pegar uma fila”?

A resposta foi ótima: “que produtos”? Claro! Por quê cargas d’água eu iria querer comprar algo mais além de bebidas e pacotes de salgadinhos Elma Chips. Expliquei. Ela foi sucinta com um “é”.

Fiquei puto, mas agora estou feliz. Sou jornalista e tenho a matéria do século em mãos. Não consigo comprar bebidas juntamente com os demais produtos do Extra, mas descobri que Abílio Diniz é na verdade cigano. Qual a próxima grande idéia? Um trailer de carnes ou uma cartomante na seção de frutas?

Um abraço,

Carlos Matos

Eva sempre fora apaixonada por música clássica. Desde muito pequena, enquanto as amiguinhas se divertiam com hits de rádio de Menudos e Polegar, Eva divertia-se ouvindo Brahms, Mozart e Vivaldi. Não tinha paciência para as músicas atuais e achava, em sua opinião sincera, que a música terminara sua trajetória em meados do século XX.

Daniel era um pianista de relativa fama, que tocava em algumas orquestras eventualmente, como convidado e ganhava a vida em geral tocando em restaurantes e bares badalados.

Os dois se conheceram num piano bar no Itaim, em uma noite bastante chuvosa. Daniel era um músico bastante ousado e volta-e-meia arriscava novos arranjos em compositores clássicos. Eva ficou até o final da noite, depois que as amigas já tinham ido. Estava a pé e a chuva não dava trégua.

Daniel, porque achara a menina bonita e também porque era educado, ofereceu carona assim que sua apresentação terminou. Deixou-a em casa sem gracinhas, mas Eva pediu a ele uma indicação sobre onde faria suas próximas apresentações, alegando que gostara muito de seu estilo. Daniel fez algumas anotações de lugares em um pedaço de papel e o entregou.

Daí por diante, Eva aparecia em todo concerto ou apresentação do pianista. Aos poucos Daniel foi se acostumando e, como na maioria das vezes acabava dando carona para a moça, o romance desatou a rolar.

Por seis meses, encontravam-se nas apresentações do músico e saíam mais tarde, para jantar, conversar, tomar algo e principalmente transar. A coisa demorou a ficar séria, mas quase um ano depois, os dois começavam a traçar planos.

De repente, passados mais dois meses, avisaram as respectivas famílias, organizaram uma pequena festa, juntaram trapos e se casaram. Daniel tocou Chopin no casamento, com um novo arranjo mais alegre que lembrava Vivaldi. Foi perfeito.

Entretanto, assim que começaram a viver juntos, Eva se deu conta de uma terrível realidade: a diferença entre ver um músico se apresentando e um trabalhando. Seis meses de vida a dois se passaram, sem que Eva ouvisse mais uma música sequer.

Chegava em casa à noite, esperando para ouvir alguma peça sensacional do marido, mas não. Tudo o que ouvia eram ensaios e notas dissonantes, enquanto Daniel estava profundamente enclausurado em seu mundo, realizando estudos e compondo arranjos para suas próximas apresentações.

Eva não aguentava mais… algo precisava ser feito. Então, quando estavam prestes a completar um ano de casados, Eva pediu a separação. Daniel não fez impedir e realizaram um divórcio consensual.

Não daria certo mesmo. Agora Eva está sozinha. Não se aproxima de ninguém. Sai somente todas as quintas e sábados, vai às apresentações de Daniel, assiste-as com um sorriso incontido até o final e espera- o oferecer uma carona.

Gilberto fazia milagres com uma agulha. Veja bem, não era costureiro – era alfaiate. Daqueles das antigas, que faziam ternos para políticos a olho, com uma fita métrica e alguns alfinetes, nada de rabiscos e desenhos.

Fabíola era filha de vereador. Seu pai, Jucélio do Carmo, já integrava a câmara da cidade pela quarta vez consecutiva e como engordara muito desde então, pediu encarecidamente a sua filha que levasse os ternos para alargar no Gilberto.

A menina tocou a campainha do alfaiate, que abriu a porta da frente, bem distante da rua, e pediu que entrasse. Ela subiu as escadinhas segurando os ternos e adentrou a sala do rapaz, que trabalhava ajustando um vestido que parecia ser de noite.

Fabíola era uma menina linda e Gilberto não tardou a perceber. Como ele também não era de se jogar fora, ao primeiro entrecruzar dos olhos de ambos, Gilberto deixou as agulhas caírem e Fabíola fez o mesmo com o terno.

“Vim pedir… os ternos… do meu pai. Ele quer que alargue…”, Gilberto recolheu os ternos no chão e largou em cima de uma mesa. Perguntou a ela se aceitava café. Claro, mais uma semana e estavam namorando.

Quando Gilberto foi entregar o terno, já aproveitou a viagem e pediu a Jucélio a mão da filha. Este fez alguns minutos de suspense, mas aceitou. Na verdade, lhe agradava a idéia de ser alguém conhecido e de confiança a casar com a filha. Assim sendo, anuiu.

Casaram. Foi maravilhoso – Gilberto fez o próprio terno e tudo mais. Para a mulher, o casamento era um sonho. Imagine – um homem que faz roupas para ela, não era maravilhoso? Bem…

Fabíola demorou a perceber. Porém, passados dois anos, notou que todas as vezes nas quais esbarrava com uma amiga, essa lhe perguntava se havia engordado ou se estava grávida.

Um inferno, por mais magra que estivesse e por mais regimes que resolvesse fazer, o resultado era sempre o mesmo. Estava gorda. Demorou alguns meses e várias piadas, mas um dia Fabíola teve um estalo.

Pegou o primeiro vestido que viu no armário, enfiou na bolsa e levou a uma costureira de bairro. Pediu para ajustar. A senhora tirou as medidas e deu o preço. Uma semana depois, Fabíola pegou o vestido, puxou o telefone e marcou um chope com duas velhas amigas.

Chegou no bar com o vestido. Sentou, cumprimentou as amigas, pediu um chope e jogou algum tempo de conversa fora. Até que veio a surpresa, de uma de suas amigas: “nossa menina, você emagreceu”?

A outra companheira deu o mesmo veredito. Fabíola esbanjou um sorriso satisfeito e continuou a conversa. Chegando em casa de madrugada, acordou o marido. Perguntou para ele se estava gorda. A resposta foi mais do que esperada: “não, meu amor, mas você precisa de um ajustezinho no vestido”.

Maldito ciúme. Gilberto passara os últimos dois anos e meio ajustando vestidos para que a mulher parecesse gorda. Sim, era um exímio alfaiate, mas um filho da puta ainda maior. Fabíola fez suas trouxas e puxou o carro. Chegando em casa, contou tudo à mãe, e obvimente recebeu imenso apoio.

Não ouviram mais falar de Gilberto. Dizem as más línguas que casou com uma enfermeira gordinha. Jucélio passou a comprar ternos na Armani. E Fabíola, bem, só faz vestidos com costureiro agora. Viado a-do-ra mulher magra.

Marcela era uma mulher simples. Desde os dezesseis trabalhava no mesmo escritório de contabilidade. Tanto assim que quando fez 26 casou-se com um dos contadores da firma. Foi um casamento sem luxo, mas tradicional, tudo feito na ponta do lápis.

Ernesto era um bom homem. Trabalhador, metódico e bem afeiçoado à família. Um “homem à moda antiga”, como dizem por aí. Tiveram dois filhos e foram morar perto da Freguesia do Ó, num bom apartamento. Podiam ter comprado um na Vila Mariana, mas o preço não valia a pena.

Marcela parou de trabalhar. Todos os meses Ernesto separava o dinheiro das compras, fazendo a correção pela inflação a cada três meses. “O segredo é acompanhar o custo de vida”, dizia, orgulhoso.

A esposa foi aprendendo aos poucos a fazer contas, controlar o dinheiro e chegava a adivinhar quanto Ernesto ainda tinha na conta, quanto daria no próximo mês, etc.

Já iam dez anos casados e Marcela começou a agir de modo estranho. Não conversava. Sempre que Ernesto chegava em casa, ela estava entretida com um lápis e um caderno. O marido perguntava e ela tergiversava, dizendo estar “fazendo umas contas”.

O tempo passou e Marcela seguiu com sua mania. Ernesto se acostumou, e raramente perguntava algo. Continuou com sua rotina, dando o dinheiro mensalmente a mulher, corrigindo, etc.

Um belo dia, quando Ernesto chegava, a mulher o recebeu com o caderno na mão, cara enfezada e apenas bradou: “senta aí, quero conversar contigo”. Ernesto, atônito, resolveu obedecer, e sentou-se à mesa da sala.

Marcela atirou o caderno à frente do marido e ficou parada, esperando uma reação. Ernesto olhou… viu algumas anotações sobre índices de inflação, outras sobre juros de poupança e aplicações financeiras, outras de recálculos de financiamentos e compras a prazo. Pareceu entender, mas fez a pergunta “migué”: “o que significa isso, mulher”?

“Dez anos, Ernesto, dez anos… faça aí suas contas, faça”! O marido, ainda perplexo, insistiu: “não estou entendendo merda nenhuma, Marcela. O que você pretende com esse caderno e esses rabiscos aqui”?

A mulher bufou, sentou-se na cadeira em frente a Ernesto e começou: “simples, meu querido, eu aprendi a fazer contas. Como ninguém, diga-se de passagem. Por isso mesmo encontrei alguns equívocos nas suas”. Ernesto ia perguntando “que equívocos”, mas não teve muito tempo para fazê-lo.

“Quantas putas você comeu com R$ 30.000,00, seu filho da puta? Quantas”?

Ernesto não disse uma única palavra. Levantou-se e foi até quarto, pegando uma mala de viagem. Colocou a maioria das roupas, despediu-se dos filhos, pegou a chave do carro e foi embora. Juntou depois com uma jornalista – linda, bem-sucedida, mas não sabe somar dois com dois. Marcela está rica. Formou-se faz cinco anos e hoje presta consultoria.

1. O VISA está passando? (Não perca seu tempo. Vá em frente e arrisque. O imbecil do frentista vai dizer que está passando de qualquer maneira)

2. Qual o melhor óleo para esse carro? (Você é um preguiçoso de merda, não é? Olhe a porra do manual, cacete! É claro que o frentista vai indicar o mais caro, imbecil)

3. Qual é a diferença entre a Aditivada Premium e a Mega F1? (Nenhuma, idiota, a não ser pelo preço)

4. Você sabe onde fica rua tal? (Não, o frentista não sabe. Além disso, vai informar errado, só porque você está na Vila Olímpia e ele mora em Guaianases, pegando três conduções por dia pra chegar ali)

5. Vocês lavam o motor? (Lavam. Seu carro vai sair fodido e batendo pino depois, mas lavar eles lavam)

Posto a seguir e-mail enviado à Nestlé, explicando o motivo pelo qual passei a consumir o biscoito Chocolícia, da Lacta, em lugar do Negresco ou do Bono.

Prezados Srs. e Sras. do SAC,

Fui nesta quarta-feira ao supermercado Pão-de-Açúcar próximo da minha residência, por volta do final da tarde. Queria comprar refrigerantes, biscoitos e algumas bobagens para casa. Coisicas para levrar pro pessoal.

Pois bem, peguei alguns refrigerantes e sucos e fui à sessão de biscoitos e doces. Minha família consome Negresco há mais de 30 anos. É o melhor biscoito do mercado, devo admitir. Bono também não é nada mal. Pois é. Só é uma pena que ambos sejam produzidos por uma empresa picareta como a Nestlé.

Ao pegar o pacote de Negresco na prateleira, tive um susto. Tive a impressão de que o biscoito estava estranhamente fino… olhei, olhei e olhei de novo. Só então pude enxergar o aviso: “Novo peso – 160g (redução de 20%).

QUE PORRA É ESSA!! Temos um filho da puta de um governo que diz que não há inflação, mas os preços permanecem iguais para uma quantidade menor do produto. Que merda de nome isso tem então, pergunto à Nestlé?

E para quem não acha meu e-mail relevante, digo mais. Caras amigas do SAC, não se dêem ao trabalho de responder. Mas uma pergunta: o que vocês fariam se o pau do namorado de vocês ficasse mais fino? Pois é, eu também troquei a marca de biscoito, agora compro Chocolícia, da Lacta.

Um abraço,

Carlos Matos

Jornalista

Mariana tinha os dentes perfeitos. Perfeitos mesmo. Mas tão perfeitos que seu dentista se apaixonou e os dois se casaram. O nome dele era Almir. Assim que ele a recebeu para a primeira consulta, forçosamente inventou obturações a fazer, só para chamá-la a uma segunda consulta. Porém, quando Mariana entrou no consultório para o retorno, Almir a chamou para sair. Ela aceitou.

Cinco anos se passaram e, embora Mariana tenha se apaixonado perdidamente por Almir, vive chorando nos ombros de todas as amigas, pelo menos nos últimos três anos. Almir era violento, batia mesmo. Não gostou da comida, gritava, se ouvia resposta, já sentava a mão.

Mariana era mulher submissa, dessa das antigas. Faz tudo pelo homem como dona-de-casa, apanha vez ou outra, mas continua lá. Entretanto, suas amigas a pressionavam, pois as coisas estavam ficando feias.

Foi assim por três anos. Mariana encontrava uma amiga e estava com o olho roxo. A amiga logo mandava: “denúncia esse vagabundo”. Mariana rebatia: “não, ele é violento, mas tem suas qualidades”. Sua prima a visitava e ela estava com a boca inchada. A prima chamava a atenção: “pede o divórcio, esse cara não vale nada”. E Mariana: “vale sim, põe comida na mesa, e tem suas qualidades”.

Em pouco tempo, os dentes de Mariana continuavam perfeitos, mas o restante todo era estropiado. Roxo aqui, inchado ali, corte acolá… Almir estava caprichando nos últimos tempos. Qualquer olhar torto estava virando motivo de bordoada.

Contudo, Mariana não fazia menção de se separar. As amigas, a prima e parentes estavam já indignados, queriam denunciar Almir, mas Mariana não deixava. “Ele tem suas qualidades”… era sempre esse o bordão.

E assim se passaram mais dez anos. Um belo dia, Mariana acordou com uma dor dos infernos num dos dentes molares. Botou gelo e correu pro consultório do marido. Almir passou a esposa na frente dos outros pacientes, examinou daqui, examinou de lá e logo deu o diagnóstico: “é ciso, vai ter que ir num odontologista”.

Peraí, pensou Mariana, que porra faz um odontologista diferente de um dentista. Explodiu. “Estou casada com um filho da puta de um dentista há quinze anos e nunca tive um problema nos dentes. Agora tenho e você me manda pra outro cara”. Almir tentou argumentar e ouviu um sonoro “vá tomar no cu”.

Quando chegou em casa, de noite, Mariana já não estava lá. Foi embora para a casa da mãe. Meses depois, divorciaram-se no papel. A dor-de-dente? Não era nada, só uma fibra de carne que entrou no lugar errado – um fio-dental resolveu. Afinal, Mariana tinha dentes perfeitos.

1. Quando chegar no ponto tal você me avisa? (Ninguém vai ter avisar, amigão. Mais uma, você vai acordar babando no ponto final do bumba, que obviamente fica na casa do caralho)

2. Posso sentar (apontando um banco vago)? (A pessoa imediatamente sentará no lugar. Não desafie o espírito-de-porco das pessoas)

3. Esse ônibus passa na Avenida “tal”? (Pra quê? A pessoa sempre diz que passa, mas depois você descubre que passa um caralho, e tem que tomar outra condução pra voltar)

4. Esqueci o Bilhete Único, você tem troco pra R$ 10,00? (Nem pra 10, nem pra 5, nem pra 2, nem pra nada. Todos sabem que os cobradores são pessoas pagas apenas pra ouvir “ólquemen” e xavecar baianas gostosas no bumba)

5. O senhor pode parar de “esbarrar” (pergunta feita exclusivamente por mulheres)? (Não, querida, ele não vai parar. Vai dizer que sim e vai continuar te dando aquele totózinho por trás. Mais fácil você ir mais pra trás no ônibus, sentar ou descer no ponto seguinte)

Sim, Burt Reynolds é um dos maiores canastrões da história de Hollywood. Sem talento, cara de estivador e nenhum filme extraordinário na carreira. No entanto, na sequência Agarra-me Se Puderes (Smokey and the Bandit) destrói. São três filmes com o melhor da Sessão da Tarde – muita “confusão”, nas aventuras de um caminhoneiro “do barulho”.

Agarra-me

Bo “Bandit” é o melhor estilo do fora-da-lei simpático. Ele não faz nada demais, as brigas são aquelas forradas a sonoplastia barata e nas quais você consegue reparar que os punhos do herói passam a meio metro do rosto dos bandidos. Burt Reynolds, que não se manca e faz logo a porra do bigode, é nosso Ídolo da Sessão da Tarde de hoje.