Bom dia, Sr. II – O Número 101

dezembro 13, 2007

Passivos, ativos… até no telemarketing já se usa tal terminologia. Não sei se até agora entendi muito bem o que isso quer dizer, mas o fato é que, para chegar a minha conclusão do dia, tal compreensão é dispensável.

No outro dia tive problemas com o recebimento da minha fatura do celular. Já estava muito perto da data de vencimento e nada, nem sinal da cartinha da Claro na porta do meu apê.

Passados dois dias, e faltando um para o vencimento, resolvi ligar para a Claro. Um amigo disse que eles poderiam passar-me o número do boleto por email e assim eu poderia pagar pela internet. Pela primeira vez na vida achei que algo iria ser realmente simples, em se tratando de atendimento ao consumidor.

Disquei o telefone da Claro. Em segundos, uma mensagem automática me dava as opções: “Se você já é cliente Claro, digite 1, se deseja se tornar um cliente Claro, digite 2…”. Digitei 1 e migrei para outro menu gravado de opções – digitei 3, para problemas com a conta telefônica.

Até aqui foi bastante fácil, mas o pior estava por vir. Até então eu havia digitado apenas os quatro algarismo do disque-Claro e mais dois dígitos para as opções. Foi quando ocorreu: “digite o número de seu aparelho celular com o código de área”. Lá se foram mais dez algarismos. “Digite seu número de CPF”. Mais onze dígitos, prontinho. Entre com sua senha do disque-Claro. Mais quatro.

Ok, 31 dígitos digitados, parecia ter chegado ao final. Não – após o clique, ouvi uma mensagem de “desculpe, todos os nossos atendentes estão ocupados no momento, favor tentar mais tarde”.

Após essa mensagem você, pobre mortal, não tem chances ou oportunidades de reclamar. O telefone simplesmente desliga na sua cara. Repeti os 31 dígitos e cheguei ao mesmo ponto. Novamente tudo estava ocupado.

Desencanei e fui almoçar. Após o almoço, resolvi tentar de novo. Teclei novamente os 31 dígitos. Dessa vez fui colocado numa fila de espera. Passaram-se cerca de cinco minutos e uma moça atendeu. Perguntou-me como podia ajudar e expliquei brevemente meu problema.

Ela fez que digitou algo no computador (ouvi ruídos de teclado) e fincou a pergunta na minha jugular: “você poderia confirmar o número de seu CPF, Sr.?”

Minha resposta foi simples: “Não, não poderia”. Retomando – o atendimento automático me pede para digitar não apenas o CPF, mas o fone com código de área e uma senha do disque-Claro. Pra quê???? Só para que eu não julgue que foi uma completa perda de tempo contactá-los?

Desliguei na cara da menina. Disquei mais oito dígitos em meu celular. Meu pai atendeu. Perguntei a ele, rapidamente, se a conta de meu celular havia por engano sido enviada para sua casa. Sim, estava lá. Resolvido, e nem precisei gastar o 102º dígito.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s