Downsizing. s.m. – as empresas, especialmente nesses tempos de crise, anunciam a torto e a direito programas de “downsizing”. 1. Modo de dizer que “a empresa está na merda” de um modo pomposo e eufemista 2. Excelente desculpa para botar você na rua, provavelmente “descontinuando” seu departamento 3. Uma maneira de referir-se às consequências diversas das cagadas efetuadas pela diretoria da empresa, bem como ao modo de resolvê-las.

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MBA. s.m. 1. Supostamente abreviatura de Master Business Administration 2. Forma rápida e fácil de ganhar dinheiro de executivos em início de carreira para universidades 3. Curso de pós-graduação caro pra caralho, porém fácil de concluir 4. Forma de diferenciação de currículos para RHs que não têm a menor idéia de como avaliar seus funcionários.

Desinvestimento. s.m. 1. em palavras corriqueiras, alguma merda que está dando um prejuízo do caralho, mas como a empresa não quer dar o braço a torcer para seus acionistas de que fez uma puta cagada investindo naquela merda, substitui “fechamento, encenrramento ou falência” por desinvestimento.

Upgrade. s.m. 1. Realizar qualquer cursinho de línguas vagabundo ou algum daqueles cursos Mandrake de “Management”, “Inteligência Emocional” ou “Sustentabilidade”. 2. Forma atenuado de um chefe dizer que, em outras palavras, seu serviço está uma bela merda. Ex.: Seu relatório até que está bom, mas necessita de um upgrade.

Colaborador. s.m. 1. funcionário, peão, mão-de-obra barata, servo, escravo, etc. 2. nome bonito para quem trabalha para uma empresa ou instituição. 3. o mesmo que funcionário, só quem sem registro em carteira, estabilidade e com “tique” refeição que não banca o almoço.

Meeting. s.m. 1. Nada mais do que uma reunião, mas todo mundo quer parecer “cool” marcando um meeting. 2. A melhor maneira de se fazer valer o próprio salário quando se possui um cargo de gerência – você não é um diretor, logo não tem autoridade para decidir merda nenhuma, mas tem subalternos, que devem pensar que você possui alguma autoridade. Assim, você agenda um meeting, para fingir que os ouvirá e ao mesmo tempo fingir que pode ou é capaz de tomar alguma decisão.

Feedback. s.m. 1. Em inglês de negócios, poderia ser encarado como uma espécie de posicionamento a respeito de algo. No Brasil, utilizado como uma espécie de retorno posterior para aquelas pessoas que não têm a menor idéia de onde querem chegar. Exemplo: Márcio, você pode levar o projeto adiante, mas preciso de um feedback. Não há qualquer necessidade desse feedback ser um relatório, email ou qualquer outra coisa. Na verdade, o executivo quer apenas dizer o seguinte: “vá em frente, você é meu subalterno, mas manja mais que eu dessa merda. Só para não ficar feio para mim, vai dando um toque para que eu colha os louros junto à diretoria”.

Liderança. s.f. 1. Qualidade desejável em todo funcionário de uma grande corporação atual. 2. Propriedade de vender os ideais da empresa em que trabalha para seus subalternos, sem questioná-los e, sempre que possível, fazendo com que esses também não os questionem. 3. Característica de se repassar ordens e tê-las obedecidas, embora as ordens já tenham sido dadas por teceiros. 4. Disposição para se foder em nome de terceiros, sejam eles superiores ou subalternos.

Pró-ativo. adj. 1. Alguém suficientemente bom para criar e apresentar idéias e soluções úteis e lucrativas para a empresa, sem no entanto sentir-se inclinado a cobrar pelas glórias advindas de sua criação 2. Alguém que seja capaz de trabalhar horas-extras por livre e espontânea vontade, sem exigir equivalente pagamento.